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segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Dislexia.

Dicas De Como Lidar Com o Transtorno em Sala de Aula

Dys = disfunção
Lexia = palavra
 Segundo a World Federation of Neurologists (1968), dislexia do desenvolvimento é um distúrbio em que a criança, apesar de ter acesso à escolarização regular, falha em adquirir as habilidades de leitura, escrita e soletração que seriam esperadas de acordo com seu desempenho intelectual.
 Segundo a definição do National Institute of Health americano, a dislexia é um dos vários tipos de distúrbios de aprendizagem. É um distúrbio especifico de linguagem de origem constitucional e caracterizado por dificuldades em decodificar palavras isoladas, geralmente refletindo habilidades de processamento fonológico deficientes.
 Para a suspeita de dislexia deve ser excluída a presença de outros distúrbios:
- Atraso Geral do Desenvolvimento;
- Distúrbios Auditivos;
- Lesões Neurológicas;
- Distúrbios Emocionais.
 Nem todas as crianças com dislexia apresentam as mesmas características, a única característica comum é a dificuldade na lectoescrita. 
Saiba mais...


 Estudos mostram que quanto maior a idade da criança, portanto, quanto mais tempo se passa com a dificuldade de leitura e escrita, menores são os efeitos da intervenção.
Como poderia perceber o texto uma criança que apresenta dislexia. Imagine uma criança exposta a leitura em voz alta na sala de aula.
  
Práticas em sala de aula:

  • É importante deixar uma cartilha pronta com os fonemas: figuras e palavras para cada letra do alfabeto;
  • Iniciar o trabalho com a consciência fonológica;
  • Ao corrigir as produções dos alunos, apenas circular as palavras e pedir para que identifiquem os próprios erros, para isso deixar que utilize a cartilha, pois os erros que aparecerão e que eles conseguirão corrigir serão de trocas de letras, com relação a segmentação de palavras precisarão de auxílio;
  • Com a sala inteira poderá ser trabalhado dessa forma;
  • Utilizar letra caixa alta e permitir que o aluno com dislexia utilize também, até que suas dificuldades estejam minimizadas, eles necessitam apenas de reconhecer a letra cursiva para uso de leitura;
  • Em provas práticas, como de matemática diferenciar da de outros colegas, com a mesma cobrança, mas com menos questões, pois eles demoram mais tempo para se organizar;
  • Em provas dissertativas, realizar paralelamente a escrita uma prova oral, que deverá contar como forma de avaliação;
  • Encaminhar ao reforço escolar para que mais rapidamente internalize e utilize corretamente a os grafofonemas;
  • Trabalhar com rimas, trava línguas e música é um ótimo início, levando em consideração que crianças com dislexia tem muita dificuldade para rimar, com a prática evoluirão.
  • Estimular desde os primeiros anos de escolarização a oralidade. A partir de uma oralidade bem estruturada irá se construir um novo processo: a escrita, e em conseqüência, a leitura. Quando a criança não tem uma boa estrutura de linguagem oral comprometerá ainda mais a linguagem escrita.
  •  Relacionar, sempre que possível, oralidade e imagem nas aulas expositivas.
 Dois métodos de alfabetização são especialmente indicados para os educandos com dislexia:
-Método multissensorial, que é mais indicado para educandos mais velhos que já possuem histórico de fracasso escolar;
-Método fônico é indicado para o início da alfabetização.

Cada professor tem sua linha de trabalho durante o processo de alfabetização, que no caso de educandos com dislexia é mais lento, mas deve-se levar em conta que estudos apontam para esses dois métodos como sendo os mais eficazes.

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